A Misteriosa Pedra Pintada (Roraima)

A Pedra Pintada é um destes muitos lugares misteriosos que o Brasil acolhe em seu vasto território.
Sua imponência assusta e remete-nos a um passado não conhecido de nossa terra, aguardando nas brumas do desconhecido para desvelar seus segredos.

Por J. A. FONSECA*
Da Reserva Indígena de São Marcos-RR
Para Via Fanzine & UFOVIA

A Pedra Pintada no norte do estado de Roraima, apesar de sua pouca divulgação, se trata de mais um dos recantos misteriosos do Brasil, pela estranheza de seus registros rupestres e por sua grande importância na pesquisa arqueológica e compreensão do passado de nossa terra. Encontra-se localizada numa região de rara beleza, assentada sobre uma extensa planície, como um monumento megalítico descomunal, aguardando para ser decifrado pelos pesquisadores interessados na história mais antiga destas terras brasileiras.

Localiza-se às margens do Rio Parimé, a cerca de 145 km de Boa Vista, subindo pela BR-174 em direção à Venezuela, na Reserva Indígena de São Marcos. Assemelha-se a um ovo pétreo gigantesco e segundo pesquisadores tem cerca de 60 metros de comprimento, 40 de altura e 40 de largura. Teria sido abrigo de povos primitivos em passado muito remoto, desaparecidos há milênios. Diante da grandeza da Pedra Pintada e de seus registros milenares, encontramos a razão de seu nome, pois ao nos aproximarmos dela nos deparamos com um paredão de granito altaneiro, repleto de pinturas, algumas destas alcançando até mesmo cerca de 15 m de altura.

Para alguns pesquisadores ela teria surgido na Era Mesozóica, nos períodos do Cretáceo e Jurássico, a cerca de 67 e 137 milhões de anos. Outros emitem a teoria de que a região já teria sido um grande lago chamado de Lago de Manoa e que cobria parcialmente a Pedra Pintada, justificando assim a altura em que são encontradas certas pinturas gravadas em seus paredões retilíneos. Esta teoria leva-nos à antiga lenda da cidade de ouro, desaparecida em meio à floresta amazônica e exaustivamente procurada pelos descobridores espanhóis e aventureiros audaciosos, o misterioso El Dorado.

As pinturas deste insólito monumento encontram-se gravadas em pigmentos avermelhados, muitas das quais, se acham em perfeito estado de conservação, enquanto que outras, mais esparsas, já podem ser vistas bem castigadas pelo tempo. Em torno da Pedra Pintada encontram-se outros blocos de pedra de menores proporções, onde também podem ser vistos desenhos variados, todos gravados em pigmento vermelho vivo e constituindo-se em seu conjunto o que é chamado de Sítio Arqueológico da Pedra Pintada.

Neste ponto, gostaríamos de chamar a atenção dos estudiosos, dos povos indígenas na região e das autoridades responsáveis pela preservação dos valores culturais de nossa terra, que atentem para este magnífico monumento rupestre, pois este se trata de mais um dentre os mais importantes patrimônios arqueológicos do Brasil, que corre o risco de se perder em grande parte, devido ao abandono. Em nossa visita àquele monólito gigantesco, já pudemos identificar marcas indeléveis de destruição, como por exemplo, grandes falhas decorrentes de lascas retiradas por visitantes inescrupulosos e rabiscos com instrumentos cortantes sobre as pinturas. Estes atentados acabam por causar prejuízos irreversíveis aos registros milenares ali gravados e, conseqüentemente, à sua pesquisa, catalogação e levantamento sistemático, para o estudo da história e aprofundamento na cultura daqueles que executaram tão grandiosos painéis líticos.

Os locais visitados por mim, com autorização e companhia dos amigos indígenas da Reserva São Marcos, Patrício, Teotônio e Leomar, mostram expressivas e variadas pinturas nos conjuntos pétreos na região da Pedra Pintada, indicando uma certa complexidade cultural daqueles que os produziram. São, pois, figuras variadas, constituídas de linhas e pontos justapostos, com a tradicional presença do círculo, símbolo do sol, circundando um menor, símbolo da lua e centralizado por um ponto. Outros símbolos se acham ali representados, como linhas em zigue-zague, pontos seqüenciais, retângulos estilizados e representações difíceis de serem identificadas.

No alto, a cerca de 15 m de altura, se acha representada em forma ondulatória, uma grande serpente que, pela sua expressão, bem que poderiam ser duas, uma sobrepondo-se à outra. É estranho que sua representação ondulada segue um padrão lógico e expressivo, como se quisesse reproduzir uma idéia bem definida ou um conjunto de idéias, pois logo abaixo há uma profusão de representações diversificadas alinhadas verticalmente até sua base. Podem ser identificados também pequenos sóis brilhantes e figuras com motivos desconhecidos ao lado de seqüências de riscos justapostos que conduzem-nos a pensar se tratarem de letras esporádicas ou mesmo de uma forma de escrita.

Para alguns poucos pesquisadores que trataram deste colossal monólito, as pinturas ali gravadas são de períodos muito antigos, alguns remontando a cerca de 12 a 15 mil anos. Para estes, naqueles paredões se encontram registrados caracteres que se projetam de um passado bem longínquo, uma espécie de proto-alfabeto, do qual, podem ser encontrados signos em muitos outros alfabetos conhecidos, como o grego, o egípcio, o etrusco, o fenício, o hebraico, etc. Estes caracteres, representados especialmente pelo pesquisador francês Marcel Homet, mostram-nos uma vasta e rica simbologia que fazem-nos meditar sobre sua origem e que tipo de cultura os teria reproduzido. Assim, estas representações rupestres pré-históricas só fazem aumentar o mistério deste monumento lítico de Roraima, pois são capazes de confundir a mente do pesquisador mais experiente, fazendo-o refletir sobre tão intrigante mistério.

Quando a maioria dos pesquisadores sustenta que a história do homem primitivo das Américas e especialmente do Brasil é muito recente, vamos nos defrontar com este colossal enigma no extremo norte da Amazônia e percebemos que toda a teoria destes magnânimos doutores estremece-se em sua frágil estrutura coloquial, exigindo muito mais do que uma tese, senão uma nova percepção desse passado ignoto. Isto para não falar dos muitos outros enigmas que são encontrados, de norte a sul, destas terras coroadas pela esplêndida constelação do Cruzeiro do Sul.

É preciso atentar, insistimos, que a Pedra Pintada com seus mistérios se trata de apenas um dentre os muitos monumentos arqueológicos que podem ser encontrados em terras brasileiras e que fazem-nos projetar os olhos para o nosso passado longínquo e tentar compreender o que, de fato, teria se passado na época destes nossos desconhecidos antepassados. É lastimável saber que a grande maioria de nosso povo não sabe nada ou quase nada a respeito destes “tesouros” perdidos na vasta extensão de nosso território e mais lastimável ainda, perceber que muitos incautos visitantes os vêm dilapidando, dia após dia. Esta ação destruidora, produzida também pela força inexorável do tempo, fica ainda mais arrasadora quando unida à atuação deliberada de gente da própria região onde estes registros pré-históricos se encontram ou por certos tipos de “pesquisadores” e comerciantes inescrupulosos.

É preciso que recordemos que a história desta terra magnífica não tem sido escrita responsavelmente e que a falta de educação, mãe de todos os problemas sociais, não vem sendo notada pelas autoridades. Mais do que isto, esta história tem sido lastimavelmente construída sobre preconceitos e conceitos errôneos sobre o nosso passado e os valores de nosso povo e, por isto mesmo, se mantido reprimida sob o cutelo das relevantes contradições sociais, apoiadas pela ampla desigualdade entre as regiões deste grande país, moldando, em decorrência, uma espécie de máscara deformada e não verdadeira de sua gente, que não representa a imagem legítima deste povo e, menos ainda, de sua história mais recente ou longínqua.

Diante disto, o mistério da Pedra Pintada e de seus caracteres milenares e, porque não dizer, de seu signário primitivo, o qual pode ser visto em muitos outros rincões deste país, tem gritado aos ouvidos dispersos dos pesquisadores e de uma boa parcela de sua gente pouco instruída, que sequer tivemos coragem de virar uma simples página da história antiga do Brasil, anterior a 1.500, sem termos de nos ater a conceitos preestabelecidos, invariavelmente ditados por princípios autenticados por gente do exterior, que muito pouco conhece sobre nossa gente e o nosso passado.

Não queremos generalizar e muito menos culpar o povo brasileiro pelo achatamento cultural a ele imposto pelas sucessivas explorações de suas riquezas que atraíram tantos colonizadores e aproveitadores, mas declarar que não se trata de uma tarefa fácil desenvolver uma cultura de preservação num ambiente, onde o comércio e a busca de riquezas têm se colocado em primeiro plano na organização de seu sustentáculo social. Pode-se dizer até mesmo que, o que floresceu em termos culturais no Brasil, colonizado e espoliado durante toda sua existência, desde sua “descoberta”, trata-se, a meu ver, de um verdadeiro milagre.

Eis que estamos vivendo um tempo novo em nosso planeta, cujas facilidades tecnológicas muito poderiam auxiliar na solução destes problemas sociais e na decifração de nosso passado, trazendo à tona surpreendentes revelações.

Tem se tornado muito comum, ao nos aproximarmos de um monumento megalítico como o da Pedra Pintada, em Roraima e de outros no nordeste brasileiro, no interior de Minas Gerais, Bahia, Goiás e Mato Grosso, por exemplo, depararmo-nos com certas descaracterizações e danificações produzidas por pessoas mal educadas ou por interessados em comercializar estes achados. Apesar de nos sentirmos indignados, sabemos que a despeito destas destruições propositais, tem sobrevivido ainda uma grande e variegada manifestação primitiva em muitos lugares, que pode servir de referencial para um estudo mais aprofundado de nosso passado.

É preciso, pois, que os homens de bem, os ecologistas, os pesquisadores, as forças indígenas e todos aqueles que prezam pelas riquezas culturais manifestadas em nosso país se unam para preservar o que ainda sobreviveu ao tempo e à barbárie, para que, em futuro próximo, possamos recontar a verdadeira história do povo brasileiro e daqueles povos que viveram neste imenso território que é constituído pelas três Américas.

A região da Pedra Pintada, como muitas outras, também faz parte das lendas e boatos que ainda persistem sobre e existência de uma cidade perdida no Brasil, especialmente neste misterioso mundo amazônico. Porém, muitas dificuldades persistem para o desenvolvimento de pesquisas sérias em muitas destas regiões, por impossibilidade absoluta de acesso. Muitos pesquisadores foram atraídos ao Brasil por estas lendas de cidades perdidas e isto, de certa forma, permitiu que muitos achados fossem encontrados e mostrassem que sua história ultrapassa os tempos mais recentes que lhe são dados, reme-tendo-nos aos primórdios da civilização na Terra, até mesmo, mais distante do que os arqueólogos e os historiadores do Velho Mundo tiveram ousadia de retroceder.

Marcel F. Homet foi um destes pesquisadores que acabou vindo ao Brasil para desenvolver suas pesquisas neste sentido. Antes de aqui se instalar, Homet desenvolveu várias expedições pelo mundo, tendo vivido na África por cerca de 20 anos e viajado com muita freqüência pelos países do Mediterrâneo, familiarizando-se com suas línguas e culturas. Em 1947 empreendeu viagens pelo Saara, Nova Iorque, Haiti e Venezuela, chegando finalmente ao Brasil, onde fixou residência. Nos anos de 1949 e 1950 e, também em 1958, desenvolveu explorações na região amazônica, pretendendo encontrar, como muitos outros, vestígios de antigas civilizações, das quais também ouvira falar.

Em suas buscas encontrou a Pedra Pintada com suas extravagantes inscrições rupestres. Homet disse que estas inscrições possuem grande identidade com as das mais antigas culturas do Mediterrâneo Oriental, o que é de se estranhar, pois as terras brasileiras e americanas só foram “conhecidas” após seu “descobrimento” há 500 anos.

Mas, os mistérios não param por aí. Os estudiosos da arqueologia não podem explicar como poderiam ter sido encontrados, em plena selva, letras e símbolos registrados por povos desconhecidos, que foram posteriormente utilizados por antigas civilizações européias e asiáticas, até mesmo, muito antes da existência destas. É notório que, sua antiguidade é indiscutível e os pesquisadores, em geral, aceitam esta hipótese como verdadeira, o que vem contribuir favoravelmente para abrir novas perspectivas no estudo do passado de nossas terras brasílicas.

A Pedra Pintada se destaca em meio a uma vasta planície e Homet afirma que ela ostenta um imenso painel de cerca de 600 metros quadrados com inscrições rupestres constituídas por letras e caracteres simbólicos, dentre os quais, 75 assemelham-se a caracteres alfabéticos utilizados por outros povos do Velho Mundo. Para o pesquisador estas “letras” fazem parte de um alfabeto primitivo, que chamou de Língua Mater, do qual teriam se originado os demais. Em nossas observações, pudemos perceber que a grandiosidade deste monumento pré-histórico é incontestável, mas não conseguimos destacar os signos identificados por Homet, pois muitos deles já se encontram muito desgastados pelo tempo e não sabemos ao certo, onde ele os encontrou. Porém pode-se verificar a existência de um grande painel com expressiva quantidade de pinturas e figuras multiformes, que cobrem toda sua face principal e muitas outras localidades em seu vasto complexo monolítico, desde uma altura de cerca de 15 m.

Homet fala também dos mistérios da região que não podem ser explicados pelo racionalismo dialético. Segundo ele, tiveram (ele e seus auxiliares) de pernoitar numa destas grutas da Pedra Pintada por vários dias e, numa daquelas noites, foi “tomado” por estranhas sensações acompanhadas de visões extravagantes. Relata que começaram a aparecer seres desconhecidos, de elevada estatura, que pareciam fazer parte de um passado muito longínquo. Ouviu também estranhos sons que pareciam vir do espaço. Homet não soube explicar se o inusitado fenômeno teria sido ocasionado pelos gases sulfurosos que partiam do fundo da caverna, alterando sua percepção ou se forças desconhecidas ali se teriam manifestado realmente.

O pesquisador afirma que para copiar as mais importantes representações artísticas deste megálito, constituídas de magníficos conjuntos com estranhos caracteres, alfabéticos e simbólicos, foram necessários vários dias. Homet declara – e pudemos constatar isto – que a Pedra Pintada trata-se de um imponente rochedo que, apesar de se encontrar isolado no meio de uma extensa planície, “parece estar perto de nós, quando ainda nos são necessárias muitas horas para alcançá-lo”.

Marcel Homet escreveu também que a Pedra Pintada e seus registros excepcionais assemelham-se a um elipsóide colossal, comparando-a a um ovo. Assim ele escreveu: “Imediatamente recordamos o ovo ‘cosmogênico’, a antiga tradição do ‘Ovo gerador do mundo’. A este pensamento junta-se logo um outro, o ‘ovo primitivo’ das velhas terras do Mediterrâneo, que aparecia sempre acompanhado de uma serpente. Que vemos no frontal da Pedra Pintada? A antiga serpente da tradição, pintada no meio da parte central. Essa pintura foi executada tão alto que seu criador, tendo o nosso tamanho, deve ter precisado de andaimes gigantescos”.

Em relação aos signos encontrados na Pedra Pintada, semelhantes aos das civilizações do Velho Mundo, queremos citar o pesquisador Alfredo Brandão que afirmou existirem 75 sítios pré-históricos pesquisados no Brasil, nos quais estes podem ser encontrados. Segundo seus estudos foram assim classificados:

Este quadro permite sugerir que deveria ter existido uma escrita primitiva no Brasil, que teria se estendido por toda a América Latina e posteriormente pela Europa, pelo norte da África e pela Ásia.  Em síntese, ousaríamos dizer que este alfabeto primevo, mãe de todos os demais, teria se originado em terras brasileiras, junto de uma grande civilização que as mudanças sociológicas, culturais e climáticas transformou ou fez desaparecer no decorrer dos milênios.

Não nos esqueçamos de que os signos pré-históricos aqui encontrados são compostos de caracteres sofisticados, muitos dos quais, já conhecidos e se acham representados ao lado de outros, que não podem ser ainda identificados. Se a estes caracteres forem dados em média 6.000 anos de idade, já temos um problema a resolver, pois teremos aí uma confirmação de que se tratam de signos anteriores a todos os demais alfabetos utilizados pelas civilizações do Velho Mundo, à exceção da Índia.

Em se tratando da região da Pedra Pintada e de alguns outros sítios arqueológicos do Brasil, poderíamos dizer, pelo menos, seus moradores e criadores tinham uma forma de vida muito diferente da que foi adotada pelas etnias indígenas subseqüentes e que aqui foram encontradas na época do “descobrimento”.

Além disto, aquelas representações artísticas mais antigas muito se diferem das atuais manifestações de arte indígenas autóctones e de seus remanescentes e, para estes mesmos, a existência destes registros pré-históricos no interior do Brasil é um verdadeiro mistério, nada tendo a ver com a sua cultura e tradição.

Em nossa ida até a Pedra Pintada não pudemos constatar in loco todas as descobertas e afirmações relatadas por Marcel Homet em seu livro Os Filhos do Sol, mas não podemos deixar de acreditar que estes signos lá se encontram, ocultos em meio àquela grande quantidade de “grafismos”, entre os quais identificamos a grande serpente no alto, como que sinalizando os segredos deste “álbum de pedra”, como os chamou este autor francês, aguardando um momento para sua integral decifração.

O tempo urge, entretanto, exigindo que uma pesquisa acurada e uma exaustiva documentação sejam feitas, antes que seja tarde demais para identificar os preciosos registros ali representados, tragados que estão sendo pela corrosão do tempo e pela dilapidação deliberada de visitantes despreparados.

*J.A. Fonseca é economista, aposentado, escritor, conferencista, estudioso de filosofia esotérica e pesquisador arqueológico, já tendo visitado diversas regiões do Brasil. É presidente da associação Fraternidade Teúrgica do Sol em Barra do Garças–MT, articulista do jornal eletrônico Via Fanzine (www.viafanzine.jor.br) e membro do Conselho Editorial do portal UFOVIA.

– Fotos: J.A. Fonseca.
– Edição: J.A. Fonseca.
– Produção: Pepe Chaves.
 

Fonte: Via Fanzine /  Site: http://www.viafanzine.jor.br/fonseca_mat2.htm

Fotos diversas da Pedra Pintada (Retiradas da Internet):

Um vídeo sobre a Pedra Pintada (atualizado em 05.12.2011):

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10 pensamentos sobre “A Misteriosa Pedra Pintada (Roraima)

  1. Bem, suas intenções são boas.
    Mas necessita de pesquisar mais, ao invés de ler um “prof” do “velho mundo” de formação duvidosa, veria pesquisar autores brasileiros que fizeram estudos tanto geológicos quanto arqueológicos da região.
    E um conselho que tenho pra te dar é livre de paradigmas religiosos antes de relatar – questionar – sobre os paradigmas cientificistas. Lembre-se estas são coisas totalmente diferentes.

    • Bronca? Eu só fiz um Ctrl+C/Ctrl+V da internet, citei a fonte no Post. Mas é isso aí, ninguém é dono da verdade. O Blog está aqui pra isso. Se você tiver uma outra fonte eu posso postar aqui sem problema. E se puder ler meu perfil no início do Blog verá que EU não carrego religião alguma comigo, sou desconfiado da própria ciência com seus interesses; mesmo sendo (ou querendo ser) um cético tenho certas convicções (e está nesse blog), e acho que isso é nato do ser humano (cada qual com a sua própria verdade). Eu só tenho que agradecer teu comentário e prometo tentar sempre fazer o melhor.

  2. Interessantes e bem colocadas suas palavras a respeito da Pedra Pintada, J. P. Fonseca. Sou daqueles que lutam pela preservação desta e outras pedras com pinturas rupestres que existem no Estado de Roraima. Não sei se você sabe, mas em 1985, 1986 e 1987 esteve em Roraima com sua equipe de pesquisas arqueológicas o Arqueólogo Pedro Ribeiro Mentz Ribeiro (falecido) do Centro de Ensino e Pesquisas Arqueológicas (CEPA) das Faculdades Integradas de Santa Cruz do Sul. Naquele período foi desenvolvido o Projeto Arqueológico de Salvamento na Região de Boa Vista. Na época, na condição de professor de Ciências e Assessor Especial do Governo do ex Território Federal de Roraima, fiz parte da equipe de campo do mencionado arqueólogo. Fizemos alguns cortes experimentais na Pedra Pintada, Bem-querer, Iate Club de Boa Vista, Quinô e Calungá dos padres no Bairro São Vicente. O resultado deste trabalho está na Revista do CEPA, Vol. 13 nº 16, Vol. 14 Nº 17 e Vol. 16 Nº 19, editadas em dezembro de 1986, junho de 1987 e outubro de 1989. Concordo com você sobre a necessidade de cuidados redobrados com esses monumentos históricos-culturais, principalmente porque ainda indecifradas suas inscrições.

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